É preciso um curso para ser assistente virtual

É preciso um curso para ser assistente virtual

A cada dia que passa, mais e mais pessoas conhecem a profissão de Assistente Virtual.

O que me deixa extremamente feliz por um lado, mas um pouco assustada por outro.

Não porque passarão a existir demasiadas assistentes virtuais, porque, como já falamos num outro artigo, todos somos diferentes nos serviços que prestamos e na forma como os prestamos.

Mas acima de tudo porque parece haver cada vez mais gente que começa na profissão da forma menos correta, sem direção e sem rumo.

Que é das piores formas de começar qualquer projeto ou negócio.

Como Comecei

vera ferreira assistente virtual

Quando comecei como Assistente Virtual, sendo a perfecionista que sou, procurei o máximo de informação possível: curso para ser assistente virtual, blogs, vídeos no YouTube…

No Reino Unido, onde vivo, a profissão já está muito enraizada e é algo muito normal.

Por isso, sabia que não ia ser fácil começar e estabelecer-me neste meio.

Mas uma das coisas que mais me ajudou foi mesmo ter investido em conhecimento.

E isso fez toda a diferença para o meu início.

Porque consegui começar com confiança e, mesmo não tendo todas as respostas certas para o primeiro cliente, consegui ser assertiva na forma como respondi.

Sabia de que forma proteger a privacidade do cliente, de que forma me proteger (e a ele) com contratos, e sabia o porquê de me ter tornado assistente virtual.

E comecei disposta a estabelecer as minhas próprias regras e a definir o meu rumo.

Foi também uma das razões por que decidi criar o Dito Feito, que depois se tornou o VAmos! Club.

Para que pudesse ajudar AV’s em Portugal a conhecer esta profissão e a praticá-la da melhor forma: com profissionalismo, brio e com vista a uma vida mais livre e feliz.

Comecei (e já terminei) a primeira e segunda edições do curso para ser assistente virtual, e continuo a criar conteúdo no grupo de Facebook do VAmos! Club e no Instagram.

E posso dizer que me sinto a pessoa mais realizada do mundo por saber que já ajudei dezenas de pessoas em tão poucos meses.

Mas então, Vera, porque estás preocupada?

Porque, com a normalização da assistência virtual em Portugal, tenho visto algumas pessoas assumirem-se como assistentes virtuais, fazendo de tudo um pouco, mas sem conhecimento.

E isso preocupa-me por duas razões:

  1. As pessoas que não estão preparadas podem sair prejudicadas. Seja por praticarem preços mais baixos que o aconselhável, seja porque passam a ideia de não serem profissionais;
  2. Por causa do ponto 1 poder, de certa forma, deitar abaixo a imagem das AV’s.

Mas então é preciso um curso para ser assistente virtual?

Sim e não.

Há excelentes AV’s que começaram sem curso, aprendendo apenas com o que viam online e a fazer as coisas propriamente ditas.

Mas, por outro lado, há AV’s que ainda não se encontraram a si mesmas e vão simplesmente prestando serviços à medida que vão aparecendo.

Num dia fazem introdução de dados; no outro publicam nas redes sociais; no dia seguinte já atendem chamadas.

E não se especializam em nada.

Se já segues este blog ou as minhas redes sociais, sabes que já falei da importância de ter um nicho.

Ter um nicho leva-te a especializar os teus serviços. A fazer menos coisas, mas com mais qualidade.

Em vez de fazer 1001 com qualidade média.

Se ajudar, pensa nisto na perspectiva de um Médico (e pensa na AV como se fosse o médico).

Há médicos de clínica geral, e depois há médicos especialistas: oftalmologistas, otorrinos, cirurgiões, etc.

Um paciente (neste caso, um cliente) nota que está a ver mal. Precisa de ser visto por um médico.

Quem vai procurar para analisar um problema de visão? Um médico de clínica geral ou um oftalmologista?

O médico de clínica geral pode até confirmar que realmente o paciente está a ver mal, mas não é a pessoa que vai resolver o problema da melhor forma.

Em vez disso, vai encaminhar o paciente para um especialista. Alguém que consegue tratar da situação com maior qualidade.

Uma assistente virtual não é, naturalmente, um médico.

Mas os clientes das AV’s estão a confiar o sangue, suor e lágrimas investidos na empresa ou projeto a uma pessoa que tem de saber o que está a fazer.

Se a assistente virtual não consegue tratar o cliente com zelo e profissionalismo, o cliente vai perder confiança na pessoa e na profissão em si.

Fazer um curso para ser assistente virtual é um excelente ponto de partida por várias razões:

  • Podes perceber se é uma profissão em que realmente te revês;
  • Podes aprender o passo a passo de como começar – e evitar alguns erros ao longo do caminho;
  • Podes passar a fazer parte de um grupo/comunidade que está no mesmo patamar que tu e te vai apoiar a cada passo que dês;
  • Passas a ter uma boa rede para networking;
  • Podes aprender a ser uma melhor assistente virtual.

Isto para citar apenas 4 das muitas razões que me passaram por mensagens, emails e na comunidade da primeira edição do curso de Iniciação à Assistência Virtual – e que eu própria também senti quando comecei.

Conclusão

Se é obrigatório fazer um curso para ser assistente virtual? Não.

Se é aconselhável fazê-lo? Sem dúvida que sim!

Lembra-te que esta é uma profissão na qual vais apostar para que consigas uma vida mais livre, feliz e realizada.

Uma aposta no teu futuro e da tua família.

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